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Aumento em conta chega a 733% e clientes da Energisa tem que vender carro e fazer empréstimo

Para Benedito, a empresa Energisa está prejudicando muito os moradores e também o comércio da cidade. "O mau funcionamento da energia na cidade tem prejudicado minha família. Meu filho tem sorveteria e, para produzir e conservar o produto, ele depende 100 % de energia e o meu genro, que é cabeleireiro, também não tem como exercer a sua profissão sem energia”, disse o morador, indignado

17/11/2019 09h43
Por: Redação
Fonte: Olhar Direto
Clientes relatam prejuízos financeiros causados pelas altas contas e quedas de energia. Foto: Reprodução/Ilustrativa.
Clientes relatam prejuízos financeiros causados pelas altas contas e quedas de energia. Foto: Reprodução/Ilustrativa.

Energisa voltou a ser alvo de críticas durante a audiência pública na Câmara Municipal de Barão de Melgaço (110 km de Cuiabá) para debater os aumentos abusivos nas contas de energia e a baixa qualidade dos serviços prestados à população. Um comerciante relatou o valor mensal pago por ele subiu de R$ 600 para R$ 5 mil, em um período em que pouco usa o estabelecimento. Por conta disto, ele terá que vender o carro.


A audiência, que teve a presença do presidente da CPI da Energisa na Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Elizeu Nascimento (DC), teve o relato do Seo Benedito. O idoso contou que costumava pagar R$ 300,00 de energia e, nos últimos meses, a fatura chegou a R$ 900,00. Por esse motivo, ele precisou fazer empréstimo para saldar a conta.
 
"Minha conta vinha pouco mais de R$ 300,00. De repente foi pra mais de R$ 900,00 e, como eu estava sem dinheiro, tive que fazer um empréstimo para pagar”, conta o idoso.
 
Para Benedito, a empresa Energisa está prejudicando muito os moradores e também o comércio da cidade. "O mau funcionamento da energia na cidade tem prejudicado minha família. Meu filho tem sorveteria e, para produzir e conservar o produto, ele depende 100 % de energia e o meu genro, que é cabeleireiro, também não tem como exercer a sua profissão sem energia”, disse o morador, indignado.
 
Josias é outro que está tendo seu comércio afetado pela falta de energia e pelo aumento nas faturas. “Geralmente, quando estou com a pousada cheia de hóspedes, a energia acaba e demora três ou mais horas para voltar, já aconteceu de retornar só no dia seguinte. Mas o problema maior é o abuso nas contas. Eu costumava pagar cerca de R$ 600,00 mensais e no mês de setembro a conta chegou a mais de R$ 5.000,00, e isso no momento que a minha pousada menos recebe clientes. Terei que vender meu carro para pagar a fatura", contou desolado, o comerciante.
 
“Esses problemas afetam a todos nós. Não podemos nos calar, temos que estar unidos nessa luta por um preço justo nas faturas de energia e por serviços de qualidade para toda a população mato-grossense”, declarou o parlamentar.

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